Custos escondidos dos pagamentos online (e como evitá-los)

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Custos escondidos dos pagamentos online (e como evitá-los)

À primeira vista, escolher um gateway de pagamentos parece uma decisão simples: comparar a comissão anunciada e escolher a mais baixa. Mas, na prática, não funciona assim.

Grande parte dos custos reais de aceitar pagamentos online não aparece na primeira linha do contrato, aparece meses depois, na fatura, sob a forma de taxas de configuração, comissões por contestação de pagamento, custos cambiais ou cláusulas de fidelização.

Neste artigo, descubra quais os custos escondidos dos pagamentos online mais comuns, porque acontecem e como evitar surpresas desagradáveis na gestão financeira do seu negócio.

Porque é que os custos dos pagamentos online nem sempre são claros?

Quando um cliente paga com cartão numa loja online, o valor passa por várias entidades antes de chegar ao comerciante, tais como o gateway de pagamentos, o adquirente, o banco emissor do cartão e a rede de pagamento (Visa, Mastercard). Cada uma destas entidades cobra uma parte, e nem todas essas parcelas estão sujeitas a regulação.

Segundo o Banco de Portugal, a taxa de intercâmbio (a comissão paga entre bancos em cada transação com cartão) está limitada por lei europeia a um máximo de 0,2% em cartões de débito e 0,3% em cartões de crédito. No entanto, esta é apenas uma parte do custo total: as taxas cobradas pelas redes de cartões (scheme fees), os custos de processamento e a margem do próprio gateway ou adquirente não estão sujeitos a este limite, e é aqui que a maioria dos custos escondidos tende a aparecer.

Os custos escondidos mais comuns nos pagamentos online

De um modo geral, os custos mais comuns para os comerciantes aceitarem pagamentos online são:

1. Taxas de configuração e mensalidades fixas

Algumas soluções cobram um custo inicial de ativação ou uma mensalidade fixa independente do volume de vendas, um custo que passa facilmente despercebido quando a comparação é feita apenas pela comissão por transação.

2. Custos por chargeback e contestações

Quando um cliente contesta uma transação junto do banco, muitos fornecedores cobram uma taxa fixa por cada chargeback, mesmo que o comerciante vença a contestação.

Assim sendo, os negócios com volume elevado de vendas devem verificar com atenção esta cláusula.

3. Taxas de conversão cambial (FX)

Para negócios que vendem fora de Portugal, a conversão entre moedas pode implicar uma margem cambial adicional, muitas vezes não explicitada no preçário principal. Isto é especialmente relevante para lojas que trabalham receber pagamentos internacionais.

4. Comissões variáveis por volume ou por método de pagamento

Nem todos os meios de pagamento têm o mesmo custo.

Um cartão internacional pode ter uma comissão diferente de um cartão nacional, e meios como o MB WAY ou o Multibanco podem ter estruturas de preço distintas, o que torna importante perceber o custo real por método, e não apenas uma média genérica.

5. Cláusulas de fidelização e custos de cancelamento antecipado

Alguns contratos incluem períodos mínimos de permanência ou custos de saída antecipada, o que limita a flexibilidade do negócio para mudar de fornecedor caso as condições deixem de ser vantajosas.

6. Custos de conformidade e segurança

A certificação PCI-DSS, obrigatória para processar pagamentos com cartão em segurança, é por vezes cobrada como serviço adicional em vez de estar incluída na oferta base.

7. Custos por reembolso

Alguns fornecedores cobram uma taxa adicional sempre que um reembolso é processado, mesmo quando a comissão da venda original já foi paga, um detalhe frequentemente esquecido no cálculo de margem.

Como evitar surpresas na fatura do seu gateway de pagamentos

Antes de assinar contrato com qualquer fornecedor de pagamentos, vale a pena confirmar:

  • Se existe um preçário completo e público, e não apenas uma taxa “a partir de”;
  • Se há mensalidades fixas além da comissão por transação;
  • Como são cobrados os chargebacks e reembolsos;
  • Se existem taxas diferentes por meio de pagamento (cartão nacional, internacional, MB WAY, Multibanco);
  • Se há cláusulas de fidelização ou custos de saída antecipada;
  • Se a certificação de segurança (PCI-DSS) está incluída no serviço.

Sempre que possível, peça uma simulação com o volume real de vendas do negócio, pois é sempre mais fiável do que comparar apenas a percentagem anunciada.

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Na easypay, o preçário está disponível de forma transparente, sem letras pequenas escondidas em contrato.

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